Home / Como escolher uma agência de marketing digital: 10 critérios para avaliar
Escolher uma agência de marketing digital não deveria começar pela pergunta “quanto custa?”.
Também não deveria começar pelo número de seguidores da agência, pelo tamanho da equipe ou por uma apresentação bonita.
A pergunta mais importante é outra: essa agência consegue entender o meu negócio e transformar marketing em resultado?
Parece óbvio, mas nem sempre é fácil descobrir isso antes da contratação.
Marketing digital envolve cada vez mais disciplinas: estratégia, conteúdo, redes sociais, mídia, SEO, GEO, dados, automação, design, vídeo, tecnologia e experiência do usuário. Por isso, comparar agências apenas pelo escopo ou pelo valor mensal pode levar a decisões que parecem econômicas no início, mas custam caro depois.
Se você está procurando uma agência de marketing digital para sua empresa, pela minha experiência neste mercado, estes são alguns dos critérios que vale avaliar.

Antes de procurar fornecedores e sair pedindo orçamentos, tente responder: o que o marketing precisa resolver aqui na minha empresa?
A empresa precisa gerar mais oportunidades comerciais? Construir marca? Melhorar sua presença digital? Organizar redes sociais? Aumentar vendas? Entrar em novos mercados? Melhorar a comunicação com seus públicos?
Quanto mais claro estiver o desafio, mais fácil será identificar a agência mais adequada para o seu negócio.
Uma boa agência também deveria ajudar nessa etapa. Nem sempre o briefing inicial corresponde ao problema que realmente precisa ser resolvido.
Publicar posts, criar campanhas ou subir anúncios é o que as agências tem que fazer.
A diferença está no raciocínio por trás da execução.
Antes de produzir, a agência deveria entender o negócio, o mercado, os públicos, os concorrentes, os objetivos e os indicadores que serão acompanhados.
Pergunte como funciona o início de um projeto.
Existe diagnóstico? Planejamento? Definição de indicadores? Pesquisa? Como as decisões são tomadas?
Se a resposta começa diretamente em “vamos fazer 12 posts por mês”, talvez esteja faltando uma etapa.
Uma apresentação comercial pode mostrar dezenas de especialistas. Isso não significa que todos estarão envolvidos no seu projeto.
Pergunte quem será responsável pela estratégia, pelo atendimento e pela execução.
Dependendo da necessidade da empresa, um projeto pode exigir profissionais de conteúdo, design, mídia, SEO, dados, vídeo, UX ou tecnologia.
Mais importante do que o tamanho total da agência é entender qual estrutura estará disponível para o seu negócio.
Aqui eu deixo uma dica extra: peça para conhecer o seu atendimento antes de fechar com quem quer que seja. Quando o santo bate, a conversa flui muito melhor e o trabalho avança de uma forma muito mais satisfatória para todos os lados. 😉
Um portfólio bonito mostra capacidade criativa. Um bom case mostra capacidade de resolver problemas.
Ao avaliar os trabalhos anteriores, procure entender:
Também vale observar se a agência já trabalhou com empresas de porte, complexidade ou segmento semelhantes ao seu.
Isso não significa que ela precise ter atendido exatamente o seu mercado. Mas entender ambientes semelhantes pode fazer bastante diferença.
Alcance, impressões, seguidores, cliques e visualizações podem ser indicadores importantes.
Mas não deveriam existir isoladamente.
Pergunte como a agência conecta esses números aos objetivos do negócio.
Dependendo do projeto, isso pode envolver leads, oportunidades comerciais, vendas, custo de aquisição, tráfego qualificado, conversão, share of search, percepção de marca, atendimento ou outros indicadores.
A pergunta não deveria ser apenas “quantas pessoas viram?”, mas também “o que aconteceu depois?”.
Um problema comum no marketing é a fragmentação.
Uma empresa cuida do site. Outra faz mídia. Outra produz conteúdo. Outra acompanha SEO. O time interno tenta juntar tudo.
Dependendo da estrutura da sua empresa, isso pode funcionar muito bem. Em outros casos, gera retrabalho e decisões desconectadas.
Por isso, vale entender se a agência consegue trabalhar integrada a outros parceiros e ao seu time interno.
Na Polvo, por exemplo, trabalhamos com squads multidisciplinares porque percebemos que muitos desafios não pertencem a uma única disciplina. Uma campanha pode começar em conteúdo, exigir mídia, gerar uma necessidade no site e terminar em uma análise de dados.
Inteligência artificial já mudou a rotina das agências.
Mas usar IA não significa simplesmente produzir textos ou imagens mais rápido.
Ela pode acelerar pesquisa, análise de dados, discovery, prototipação, automações, desenvolvimento e diferentes etapas da operação.
Pergunte como a agência utiliza tecnologia para aumentar produtividade e qualidade.
E, principalmente, onde continua existindo supervisão humana.
A questão não é descobrir quem “usa IA”. É entender quem consegue transformar tecnologia em uma maneira melhor de trabalhar.
Essa parte costuma receber menos atenção durante uma concorrência, mas será uma das mais importantes depois da assinatura do contrato.
Quem será seu ponto de contato? Com que frequência acontecem reuniões? Como demandas são solicitadas? Como aprovações funcionam? Existe acompanhamento de horas? Como prioridades são definidas? Como resultados são apresentados?
Uma boa relação entre empresa e agência depende tanto da qualidade das entregas quanto da qualidade do processo.
Duas propostas com valores diferentes raramente entregam exatamente a mesma coisa.
Antes de comparar o fee, compare:
escopo, senioridade da equipe, horas disponíveis, estratégia, ferramentas, acompanhamento, capacidade de execução e responsabilidades.
Às vezes a proposta mais barata exige que sua equipe interna absorva uma parte importante do trabalho.
Em outros casos, uma estrutura mais enxuta é exatamente o que a empresa precisa.
O importante é comparar modelos equivalentes.
Talvez esse seja um dos critérios mais importantes.
Uma agência não deveria funcionar apenas como uma fábrica de pedidos.
Se os dados mostram que uma ideia não faz sentido, ela deveria dizer. Se existe uma oportunidade que não estava no briefing, deveria trazer. Se a estratégia precisa mudar, deveria propor.
É aí que a relação deixa de ser apenas fornecedor e contratante e começa a funcionar como parceria.
Não existe uma única resposta.
A agência certa depende do momento da empresa, dos objetivos, da estrutura interna, do orçamento e da complexidade do desafio.
Por isso, antes de escolher, procure responder três perguntas:
Essa agência entende o meu negócio?
Ela tem estrutura para executar o que precisamos?
Ela consegue demonstrar como seu trabalho contribui para os nossos objetivos?
Se as três respostas forem claras, você provavelmente está fazendo uma comparação muito melhor do que simplesmente colocar três propostas lado a lado.
Na Polvo, acreditamos que uma boa parceria começa justamente por aí: entender primeiro o problema para depois definir o que precisa ser feito.
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