O que é GDPR e como isso pode afetar a sua Estratégia de Marketing Digital

Equipe Polvo
Equipe Polvo
05 de junho, 2018

Hoje em dia, todo profissional de Marketing Digital sabe que um banco de dados bem estruturado tem muito valor. Afinal de contas, com informações sobre o público-alvo você é capaz de criar campanhas bem segmentadas, com a possibilidade de gastar menos e lucrar mais do que os seus concorrentes.

O uso de dados em campanhas online não é recente, assim como as normas vigentes para a utilização desse tipo de informação, surgidas através do Data Protection Act, de 1998. Desde então são 20 anos de transformações e mudanças, onde o volume de dados cresceu espantosamente, bem como o ganho das empresas que comercializam essas informações.

Dessa forma, percebendo o descompasso entre a utilização de dados e as regras que regem essa atividade, o Parlamento Europeu criou um novo conjunto de normas. Nomeado como General Data Protection Regulation (ou apenas GDPR), a proposta da regulamentação foi feita em 2012, tendo seu desfecho final para a aprovação apenas em abril de 2016.

Quais são as novas implicações?

Muita gente acredita que, por ser um conjunto de regras europeu, a GDPR é válida apenas na Europa. Contudo, a realidade é bem diferente: essas normas servem para toda empresa que utilize quaisquer dados de cidadãos de países que compõem a União Europeia.

Como efeito, as multas para quem não obedecer à GDPR são severas, podendo chegar a 20 milhões de euros (algo em torno de R$ 84 milhões de reais). Tudo dependerá do tipo de autuação recebida e da rentabilidade da companhia que está sendo punida.

Assim como resumiu a Rock Content, a GDPR afeta três áreas do trabalho com dados: coleta, armazenamento e retenção.

Coleta

Toda vez que você fizer campanhas de cadastro é preciso especificar claramente qual é o objetivo da coleta. Além disso, também está limitada a quantidade de informações pedidas. Por exemplo: para um cadastro de comprador em e-commerce, devem ser solicitados apenas dados suficientes para que a venda aconteça com sucesso.

Armazenamento e uso

Você se lembra que, no momento do cadastro, é preciso explicar a utilidade dos dados coletados? A GDPR define que essas informações não podem ser utilizadas para outro fim. Portanto, se a sua empresa alegou que usaria o cadastro de e-commerce apenas para a venda e entrega de pedidos, fica vedado o uso para disparos de e-mail marketing, por exemplo. A segurança do armazenamento de dados também passa a ser responsabilidade da empresa que obteve essas informações.

Retenção

O primeiro ponto continua sendo a finalidade: você e sua empresa poderão manter dados salvos apenas enquanto eles forem necessários para o objetivo especificado no momento do cadastro. Portanto, bancos de dados oriundos de campanhas de marketing pontuais, por exemplo, não poderão ser utilizados no futuro — a não ser que isso também tenha sido explicado previamente.

Por fim, é preciso fornecer meios para que o internauta peça a exclusão dos dados coletados (como a opção para cancelar a assinatura de newsletter). A partir da solicitação, é preciso excluir essas informações não apenas do banco de dados da sua empresa, mas também de qualquer outro serviço (como disparadores de e-mail) que você utilize.

Conclusão

A maioria dos países, como o Brasil, têm regras que deixam brechas para o mau uso dos dados online, gerando problemas como o da Cambridge Analytica e o Facebook.

Por isso as diretrizes impostas pela GDPR são tão rigorosas.

Então, atenção: se você utiliza dados de cidadãos europeus de forma que não atenda às restrições de coleta, armazenamento e retenção, talvez sua empresa possa vir a ter complicações em breve.

Se esse for o caso, sente-se com a sua equipe e reavalie as suas campanhas de Marketing Digital o quanto antes.

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